domingo, 9 de setembro de 2012
Parada cheia de cor.
Mais um ano na pele, na mente, na idade; como o campo é grande. E em sua grandeza me alucina as diversidades; as cores; os sexos. Seja ele igualitário ou transviado. O que mais me faz salivar é um sapatinho azul. Eu sempre convivi com o vermelho e não sabia tuas formas variadas de me chamar a atenção. Esse ser calçado (já apresentado) tem o poder de me cortar, são palavras "metricamente" ditas; lidas, que quando bate aos olhos meus faz arder. No entanto o meu desejo de que venha a salivar comigo é grande, porém não imposto. Tu saías a beijar todas, todas as quais não te lembras os nomes. Espalhava cada partícula de ciumes meu depositado em tua boca. Sei que não foi importante, muitas trocaram saliva contigo, mas o teu coração nem se quer sabe o gosto de cada uma.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
...
De tantos passeios que a vida nos dá, entre ela as demais definições lhe cabe. Para uns, o significado da vida é a cama, o sono; para outros, uma dose minima de café ou uma máxima que vos ativa. Para mim, ao longo do tempo, a vida já se permeou em dadivas, doces amores, péssimos sentimentos. Hoje, se traduz à palavra "nada". Por que ela já me deu o gosto de amar e sofrer; de ser amada também. Porém, com tantas topadas, o meu calejado coração cansou de debater com petras, com outros calos consequenciais da vida amarga.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Lua de agosto
Bem, meu mais precioso ser
Seria quem não possuo
Não queria tua carne, nem o osso
Da fruta o sumo não consumo
Indaga tua fala a mim
E mostra o oposto do não
Te peço, responda o reverso
Do que seria uma negação
Um querer-te tanto fosco
Uma lua de agosto
Da mais triste profecia maia
Teu oitavo mês na estrela azulada.
Seria quem não possuo
Não queria tua carne, nem o osso
Da fruta o sumo não consumo
Indaga tua fala a mim
E mostra o oposto do não
Te peço, responda o reverso
Do que seria uma negação
Um querer-te tanto fosco
Uma lua de agosto
Da mais triste profecia maia
Teu oitavo mês na estrela azulada.
domingo, 26 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O povo: Para nada.
Nem tudo que se vê se repassa;
Quero ver tu repassar sem ter graça;
A farça força a voz que lhe da a palavra;
Escarra a pátria que só rebaixa prolixa.
Mas relaxa, que tudo piora!
Quanto mais se olha menos se ganha;
Grita a garganta da baixa renda perplexa.
Se possuir a palavra já comemora -Pega o violão!-
É festa! Protestantes serelepes abraçam o fato,
Braços de aço no ato, e a corte corta na maciota
Nega. Nada dessa falsa tolerância democrática
Se ganha diante da grande burguesia "modesta".
domingo, 19 de agosto de 2012
Acordei.
Bom dia, lápis!
Posso pega-lo?
Queria descrever-me um tanto.
Deixa?
Posso?
Acordei meio afobado
Com tanto sol irradiado;
O vento soprou-me uma folha;
Quero que você resolva
Os inigmas do meu sonho.
Tenho de pega-lo,
Molda-lo ao meu ver.
Concede-me uma dança?
Uma valsa poética?
Quero uma sílaba sintética
Para completar o meu verso.
Seja uma rima rica;
Não somente com substantivos e verbos;
Eu quero dialogos concretos,
Um realismo do sonho.
Tinha a praça velha;
Tinham velhos.
Contia tristes lares,
Corações frios,
Lágrimas petrificadas;
Acho que era o inicio do inverno.
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